Tudo começou numa noite de Verão, após mais um dia "de gelado". As grandes janelas, que de dia tinham deixado entrar o sol para iluminar toda a sala, estavam agora frias e com dedadas. A janela estava fechada, com as persianas abertas, de modo que se podia ver a enorme piscina municipal e o mar ao longe.
A noite foi calma, depois de se matar dezenas de pequenos, e talvez nojentos, bichos que se assemelhavam a bichos-da-madeira mas que voavam ou davam pulos. Sentadas no sofá, a vegetar diante da televisão, as duas meninas levantavam-se de vez enquando para esticar as pernas.
A paixão pelas constelações fez com que fossem à janela, procurar as de que mais gostavam. Ambas repararam numa luz no céu, relativamente baixa, que piscava de todas as cores. Amarelo, verde, vermelho e talvez branco. Ambas pensaram que de um avião se tratasse, apesar de estranho.
Passado algum tempo, intrigadas por aquele estranho reluzir, voltaram a olhar pela janela e a luz permanecera imóvel, sempre a exibir variadas cores.
Depois de muito olharem, concluíram que o que viam era uma estrela, a sua primeira suspeita.
Desde então, aquela estranha estrela apareceu-lhes inúmeras vezes enquanto observavam o céu, o que as intrigava.
Até hoje, ainda não conseguiram desvendar o mistério que aquela estrela esconde, mas o cerco vai-se começar a apertar. Rapidamente se vai descobrir o segredo daquela estrela.