terça-feira, julho 04, 2006,11:30 a.m.
Algumas pessoas choravam. Ainda não se conseguiu apurar o porquê. O ambiente estava envolto em profunda tristeza e mágoa - que às vezes se tranformava em raiva e soltava-se numa frase mais forte ou num gesto assustador.
Era Primavera e Aónia observava o novo lar. Campo, flores de todas as cores a espreitarem, uma montanha ao fundo onde se encontrava uma grande cruz e árvores que convidavam ao descanso. Trazia consigo apenas uma pequenina mala com três mudas de roupa. Esperava ansiosamente que os novos ventos lhe trouxessem a bonança. Se não fosse naquele momento, não seria nunca.
Já tinha tratato de tudo, a casa ficava perto da montanha. Instalar-se-ia num anexo e desejava dar-se bem com os vizinhos, pois precisava deles para coisas práticas. Sim, tudo muito planeado e esquematizado. Não esperava arranjar amigos ou um amor, sentia que o seu lugar era na Natureza e o cenário estava a apresentar-se esperançoso, até ali. Só estava certa do seguinte: não queria desilusões.